[DESTAQUES] Editora Paralela - A Espiã - Paulo Coelho

Capa
Alceu Chiesorin Nunes
Páginas
184 pp.
Formato
14.00 x 21.00 cm
Peso
0.26800 kg
Lançamento
05/09/2016
ISBN e código de barras
9788584390373
Seu único crime foi ser uma mulher livre e independente.


TRECHO
Pouco antes das cinco da manhã, um grupo de dezoito homens — em sua maior parte oficiais do exército francês — subiu até o segundo andar de Saint-Lazare, a prisão feminina localizada em Paris. Guiados por um carcereiro que carregava uma tocha para acender as
lâmpadas, pararam em frente à cela 12.

Freiras eram encarregadas de tomar conta do local. Irmã Leonide abriu a porta e pediu que todos aguardassem do lado de fora enquanto entrava de novo, riscava um fósforo na parede e acendia a lâmpada em seu interior. Em seguida, chamou uma das outras irmãs para ajudá‑la.

Com muito carinho e cuidado, irmã Leonide colocou seu braço em volta do corpo adormecido que custou a acordar — como se não estivesse muito interessada em nada. Quando despertou, segundo o testemunho das freiras, parecia sair de um sono tranquilo. Continuou serena quando soube que havia sido negado o pedido de clemência que fizera dias antes ao presidente da República. Impossível saber se sentiu tristeza
ou alívio porque tudo chegava ao final.

Ao sinal de irmã Leonide, padre Arbaux entrou em sua cela junto com o capitão Bouchardon e o advogado, dr. Clunet. A prisioneira entregou a este último a longa carta testamento que escrevera durante a semana inteira, além de dois envelopes pardos com recortes.

[...]

Os soldados já estavam alinhados para a execução. Doze Zouaves formavam o pelotão de fuzilamento. No final do grupo estava um oficial com a espada desembainhada.

Enquanto padre Arbaux conversava com a mulher condenada, cercado por duas freiras, um tenente francês se aproximou e estendeu um pano branco para uma das irmãs, dizendo:

— Por favor, vendem seus olhos.
— Sou obrigada a usar isso? — perguntou Mata Hari enquanto olhava o pano.
O advogado Clunet olhou para o tenente, com ar interrogativo.
— Apenas se a madame preferir; não é obrigatório — respondeu.

Mata Hari não foi amarrada nem vendada; ficou olhando seus executores com ar de aparente tranquilidade enquanto o padre, as freiras e o advogado se afastavam dela.

O comandante do pelotão de fuzilamento, que vigiava atentamente seus homens para evitar que conferissem os rifles — já que é praxe sempre colocar um cartucho de festim em um deles, de modo a fazer com que todos possam clamar que não deram o tiro mortal —, pareceu começar a relaxar. Em breve tudo estaria terminado.

— Preparar! Os doze assumiram uma postura rígida e apoiaram os fuzis no ombro.
Ela não moveu um músculo.
O oficial dirigiu‑se para um lugar onde todos os soldados pudessem vê‑lo e levantou a espada.
— Apontar!
A mulher diante deles continuou impassível, sem demonstrar medo. A espada baixou, cortando o ar em um movimento
de arco.
— Fogo!

O sol, que a essa altura já tinha se levantado no horizonte, iluminou as chamas e a pouca fumaça que saiu de cada um dos rifles, enquanto a rajada de tiros era disparada com estrondo. Logo em seguida, em um movimento cadenciado, os soldados voltaram a colocar as armas no chão.

Mata Hari ainda ficou uma fração de segundos em pé. Não morreu como vemos em filmes quando as pessoas são baleadas. Não caiu nem para a frente nem para trás e não moveu os braços nem para cima ou para os lados. Pareceu desmaiar sobre si mesma, mantendo sempre a cabeça erguida, os olhos ainda abertos; um dos soldados desmaiou.
Seus joelhos fraquejaram e o corpo tombou para o lado direito, ficando as pernas ainda dobradas cobertas pelo casaco de pele. E ali ficou, imóvel, com o rosto voltado para os céus.

Saiba mais sobre A espiã aqui.

Tradução
Maria Alice Stock
Capa
Claudia Espínola de Carvalho
Páginas
328 pp.
Formato
16.00 x 21.00 cm
Peso
0.44700 kg
Lançamento
01/02/2016
ISBN e código de barras
9788584390038
A corte do rei Henrique VIII, repleta de intrigas e traições, é palco para esse romance histórico avassalador.

Um romance histórico avassalador, repleto de intriga e traição. Elizabeth Freemantle conduziu extensa pesquisa para recriar o universo da corte do rei Tudor, Henrique VIII. Katherine Parr, sexta do rei, trilha um caminho perigoso entre paixão e lealdade. Muito mais nova que seu marido, ela precisa aprender rapidamente a lidar com os perigos da corte Tudor, especialmente no que diz respeito à sua fé e ao seu verdadeiro amor. "Divorciada, decapitada, morta, divorciada, decapitada. Esse é o histórico das ex-mulheres do meu noivo. Estou apaixonada por um homem que não posso ter e prestes a casar com um homem que ninguém desejaria – meu noivo é Henrique VIII, que já decapitou duas esposas e divorciou outras duas e assistiu uma morrer durante o parto. Como sobreviverei uma vez que me tornar a rainha da Ingalterra?"
Saiba mais sobre XEQUE-MATE DA RAINHA  aqui

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