[RESENHA] A Rainha Normanda - Patricia Bracewell

Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia.
Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa.

Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida.
Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.
Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.

 25 de dezembro de 1001. Kent - Inglaterra...

A esposa do rei AEthelred II entra em trabalho de parto pela décima primeira e última vez (exalando seu último suspiro) . O corpo de sua mulher mal havia esfriado e o rei já pensava em quem iria ocupar o seu lugar. A ambiciosa Elgiva, filha do conde  AElfhelm (um dos seus conselheiros), união que fortaleceria o seu vínculo com os senhores do Norte e conquistar suas lealdade, ou uma das irmãs (Mathilde/Emma) do duque Richard da Normandia que traria a segurança da costa da Inglaterra, contra os invasores Dinamarqueses.

31 de dezembro de 1001. Nortthanpronshire – Inglaterra.  

Athelstan, Ecbert e Edmund (filhos mais velhos do rei) participam das festas natalinas na residência do conde AElfhelm , quando recebem o comunicado do falecimento da mãe e ordens para retornarem a corte.

Fevereiro de 1002. Fécamp - Normandia.

Chegada da comitiva inglesa na residência do duque Richard com uma proposta de casamento, que se arrastou por semanas até a conclusão de que Emma seria a esposa do rei AElfhelm (sem direito a escolha ela parte para Kent).

Abril de 1002. Kent – Inglaterra.

Emma chega para enfrentar o seu destino e conhece seu futuro marido no domingo de Páscoa dia do seu casamento.

Emma e o Rei tinham fortes convicções dos seus papéis nessa união, porém a cada novo acontecimento as mesmas são alteradas e o que viria a seguir deixava uma grande apreensão, já que não há como saber o que esperar de um rei enlouquecido, atormentado pelo fantasma da sua infância, incapaz de confiar nos membros de seu conselho, em seus filhos (que não sabia amar) e muito menos na sua jovem esposa (a quem submetia a suas brutais vontades carnais).

Emma, apesar da pouca idade (15 anos) tinha consciência dos perigos que a cercavam. Teria que enfrentar sozinha aos membros da corte, a ira dos enteados mais velhos (herdeiros direto ao trono) e a ambiciosa Elgiva (que se tornara consorte do rei). Mesmo assim conquistou o amor do seu novo povo, de alguns membros do clero, dos filhos mais novos de seu rei e o amor verdadeiro (do qual teve que abrir mão por um bem maior).

A “história” termina em Janeiro de 1005, onde a autora relatou com maestria os detalhes de uma época onde a maioria das mulheres era considerada apenas moeda de troca e subjugadas à vontade de seus senhores; as articulações políticas; a rivalidade; as disputas pelo poder; a ambição e, a traição de uma forma que ainda não havia tido o prazer de ler (já que os romances históricos que li até agora são focados apenas no romance).
Nota da Autora: Era preciso ser uma mulher forte, corajosa e determinada para progredir naquele mundo muitas vezes brutal, mas ela conseguiu, e ainda há muito mais de sua história para ser contato. 
Eu conto com isso J

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