Agora


Perdia-se em momentos de outrora.
A penúria assistida lhe causara um ligeiro desconforto emocional.
A ignorância vestida de ternura beija a face dos miseráveis, afaga-lhes a tormenta, transforma a dor em um não viver.
E só...
Pois que o sofrimento existe quando é conhecida sua dualidade.
Ora bolas!
Se apenas ele existe, é justamente nesse momento que ele deixará de existir.
E ele (não mais um cético da existência de verdadeiros zumbis), recompôs-se.
Aceitou o vinho, jogou papo pro ar, apaixonou-se pela vida mais uma vez.
E, mais uma vez, brindou a vida e suas dádivas...

Observou os calafates trabalhando noite alta enquanto percorria a orla no caminho de volta.
Fez dessa observação uma equiparação.
Tomou um banho, um copo d´água, teceu uma prece, fez-se uma promessa.
Nada de cumprí-la amanhã ou depois de amanhã...
Nada de protelar o bem viver.
Porque a vida não é feita de depois.
Ela nunca é vivida no minuto seguinte.
Nunca mais será vivida no minuto que passou.
Existe apenas um momento para se viver.
Agora... 


Uma quinta-feira cheia de vida a todos!

2 comentários:

Ana Luiza Rosa ter out 25, 08:25:00 PM  

Viva intensamente!
É super profundo este texto, adorei.
Os momentos são muitos. Mas será que a gente sempre vive o presente? acho que todos nós costumeiramente carrega esta pergunta! Mais a questão é se vivemos bem, se sabemos aproveitá-lo, não simplismente viver.

beijo,
Aninha - Ofício dos Livros

Mari Sampaio qua nov 16, 11:54:00 AM  

Mais um texto lindo com o qual você nos brinda! É lindo, e se quer saber, faz com que eu me arrependa por ter desperdiçado um minuto...rsrs
Beijos.

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