PRATA E AÇO - Susan Amarillas





Dois mundos... uma paixão

 Alex Moreau impunha respeito tanto no selvagem Estado de Montana quanto nas arenas  de Washington. Mas quando Mary Clancy apareceu na capital, pronta para lutar, a  vida de Alex tornou-se um caos. Ali estava uma mulher que fazia seu sangue ferver. E cujo coração ecoava seu desejo de homem!

Mary queria salvar sua cidadezinha com a construção de uma ferrovia através de um território indígena. Só que Alex, líder dos índios Crow, era mais fascinante que Satã. Quando ele a tomava nos braços, Mary sabia que a batalha já estava perdida...

Hum...posso dizer que de uma maneira em geral eu gostei, o "meu" Alex visualizei um bucadinho diferente desse da foto que já é um Tudibão mas, confesso que achei o meu + ainda rs.


Nos livros que li a vida dos indíos são relatadas de uma forma mais superficial e conhecer a diferença de Alex nesses dois mundos foi muito interessante (não a diferença do homem pois nos dois não deixa nada a desejar uau!!!) mas nos costumes e crença do seu "povo".


Mary uma irlandesa cabeça dura e não menos lutadora pelos direitos do seu "povo"  luta até o fim (mesmo que isso signifique perder o seu Alex) por uma solução para que esses dois mundos possam viver em paz e terem aquilo que cada um deseja.


Vou plagiar o skoob essa resenha contém spolier rs.

—  Lindíssima mulher querida — sussurrou ele ao tomar, entre os dedos, um de seus caracóis. — Isaahkawuattee, o Velho Homem Coiote nos pregou uma peça cruel.

Mary não entendeu.

Alex respirou fundo duas vezes. Abaixou a mão e deu uns passos para trás. Ao falar, o fez com suavidade:

— Fique comigo.

Uma súplica, ou uma ordem. Ele não tinha certeza. Sabia apenas que não queria separar-se dela.
 Os sentidos de Mary pulsavam com a proximidade de Alex. Dessa vez, recuou precisando pôr mais distância entre ambos.
 — Isto não é uma brincadeira. Vidas e promessas estão em jogo aqui — começou ela em voz trêmula e lágrimas nos olhos. — Não posso mudar o que sou e não quero abrir mão de meus planos. Você estava certo ontem à noite. Somos de mundos diferentes. O meu corre para o futuro...
 — E o meu prende-se ao passado — admitiu Alex sem esconder a frustração e a tristeza.
 A resposta cortou-o como uma faca afiada.


— Amanhã cedo, eu a levarei para casa.
A febre de Mary começou um pouco antes do amanhecer. Ela gemeu e Alex acordou.
— Irlandesa? — chamou ele sentando-se Não houve resposta.
— Irlandesa? — insistiu.
— O quê? — perguntou Mary numa vozinha fraca.
— Você está bem?
—  Não muito. Minha cabeça e o corpo inteiro doem — disse ela gemendo outra vez.
No mesmo instante, Alex levantou-se e acorreu a seu lado. Mary estava muito pálida e, mesmo antes de tocá-la, ele percebeu seu estado febril.
Sem dúvida, ela estava doente.
 — Meu bem, você vai ficar boa — garantiu.
Ela não pode morrer. Tratava-se de uma ordem para os espíritos.
Ele estava perdidamente apaixonado. Chegava a hora de lutar pela mu­lher a quem amava. Sempre fazia isso por tudo que lhe era importante. Precisava encontrar uma forma para escapar da confusão desgra­çada. Um jeito para amar Mary Elizabeth Clancy e receber seu amor em troca. Arriscadíssimo. Conhecia muito bem a mágoa da rejeição e não queria experimentá-la outra vez.

— Fique comigo.
— Como?!
— Fique comigo — ele repetiu afastando um caracol de seu rosto.
— Não — Mary respondeu depressa, embora o convite fosse tão tentador como o homem que o fazia. — Não posso. Você sabe disso.
Alex refletiu por um instante.
— Você está em débito comigo. Lembra-se? Mary perscrutou-lhe a expressão.
— Estou muito grata, mas você está pedindo...
— Para ficar comigo. — Acariciou-lhe o rosto com as costas da mão. — Até se sentir mais forte.
O contato delicioso a fez fechar os olhos e virar um pouco o rosto a fim de senti-lo melhor. Não poderia ter Alex, mas sentia-se incapaz de renunciá-lo.
— Estou pedindo que você me deixe lhe mostrar meu mundo. Tomou-lhe a mão e beijou o pulso, a palma e a ponta de cada dedo. Sabia não estar agindo de maneira muito justa, mas a queria muitíssimo.
— Diga sim, Clancy.
A tentação era grande demais e se Mary não fosse uma pessoa pragmática, mas dada a vôos da fantasia, talvez respondesse sim.
— Está me pedindo para ser sua amante porque...
— Não. Estou pedindo para ficar. — Num gesto contraditório às palavras, passou a ponta da língua na palma de sua mão. — Pode impor as condições.
— Mas... E as pessoas, seus amigos?
— Este não é o seu mundo. É o meu. Ninguém daqui irá julgá-la. Temos regras diferentes sobre o relacionamento entre homens e mu­lheres e sobre o amor. Fique e eu prometo me comportar bem.
  Três dias — sussurrou ele com a doçura da serpente no paraíso oferecendo a maçã.
— Até então, você já terá se recuperado e eu a levarei a qualquer lugar.
Depois de três dias....
— Tenho de ir para casa, Alex.
— Está bem. Irei com você — disse ele virado de costas.
— Não. Vou sozinha. O medo o dominou.
— Estou pedindo para não ir.
— Não faça isso, Mary. Se me ama, ficará comigo.
— Por favor, Alex, tente entender.
— Não. De jeito algum permitirei.
—  Se você for, nada mais será a mesma coisa entre nós. No mundo lá fora, somos duas pessoas diferentes.
— Alex, por mais que eu queira, não posso mudar nada. Fiz uma promessa às pessoas a quem amo, para meu próprio pai. Temos de conseguir o trem.
— Você lutaria por isso?! Depois de estar aqui, de conviver com meu povo? Você teria coragem de destruir seu mundo? — indagou ele, incrédulo.
— Não vou destruir seu mundo. Só quero...
— Um trem — completou Alex em tom gélido. — E naturalmente, teria de ser você para consegui-lo. Tudo não passou de uma grande mentira, me amar, compreender meu povo, casar-se comigo. Tudo mentira!
—  Não, Alex, não foi e não é mentira. Por que não pode me compreender e confiar em mim?
Mágoas antigas ressuscitaram antigas defesas.
— Vá então.
Tomada por uma imensa tristeza, Mary afastou-se. Sabia ser im­possível convencê-lo. Teria de ir embora, ou esse conflito perma­neceria para sempre entre eles.
Derrotado, Alex curvou os ombros e a seguiu.
Finalmente, quando Mary já ia partir, ele murmurou:
— Não vá.
Ela teve de lutar para não se atirar em seus braços e declarar que não se importava com mais nada, ou com ninguém exceto ele. Porém, não poderia.
— Adeus, Alex — despediu-se ao sacudir as rédeas. Levaram o dia inteiro para chegar à sede da reserva. Embora os agentes estranhassem a chegada de uma mulher branca acompanhada por quatro índios Crow, não comentaram. Mary conseguiu embarcar num trem de carga para Bozeman. Lá, alugaria um cavalo para ir a Rainbow Gulch.
Precisava ver sua casa, contar aos amigos o que acontecera. Mas no momento, pelo que mais ansiava era um abraço do pai.

Como uma coisa tão certa podia ter saído tão errada?
Mary havia partido. Alex sentava-se sobre um cobertor diante da fogueira do acampamento. A noite estava tépida e a brisa espalhava o odor forte de salva. No céu havia mais estrelas do que um homem poderia contar durante a vida inteira.
Alex não se lembrava de uma noite pior. Uma tristeza e um vazio o esmagavam.
Dois mundos... uma paixão...será mesmo impossível?

6 comentários:

Márcia Paiva. dom jul 17, 04:54:00 PM  

Menina eu tinha esse livro no meu PC mas antes de ler, ele ( o PC ) quebrou perdi tudo. Vou ter de procurar novamente. Adoro a temática. Bjão.

Natalia Smirnova dom jul 17, 06:32:00 PM  

Oh Marcia, muito obrigada pelas dicas e incentivo. Não sabia que você fazia book-trailers, interessante. A minha apresentação ainda não está hospedada em lugar nenhum, pois ainda está em fase de criação. Devo dizer que não sou muito fã do Movie-Maker para esse tipo de projeto, mas concordo que o programa é muito bom. Para minha felicidade estou trabalhando nisso com Serguei, meu irmão. Ele já é do ramo de edições e criação de animação, então me dei bem...rs. O empecilho é que ele está em SP e eu em SC, o que nos toma mais tempo do que o normal.
Mas obrigada pela confiança que você está me passando, o apoio ao “Illegitimate”. Sua presença por aqui é uma honra pra mim.
Volte sempre que quiser.

Nanda Meireles seg jul 18, 10:39:00 AM  

Gente, faz é tempo que não leio nada desse gênero, mas depois dessa resenha senti uma tremenda saudade dessas leituras! #Amo
Já anotei aqui para pesquisar e ler em uma noite dessas.
Arrasou com as passagens, deu a exata noção do que vamos encontrar no livro. Sei que eu vou amar!
Bjsss

c8ris seg jul 18, 10:58:00 AM  

nossa parece bem legal meio agua com açucar mas pela resenha acho que não é tao assim

Mikaela Brasil seg jul 18, 03:49:00 PM  

Gosto desse gênero, leio sempre os da Candance Camp, mas esse chamou minha atenção pela sua resenha.
Valeu pela recomendação!

Carol dom jul 24, 08:04:00 AM  

Como tem spoiler eu pulei kkkkk

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