Alma Jovem




Bem quis o descanso da rede azul que aconchegava alma minha embaixo da mangueira, enquanto eu ouvia o canto dos bem-te-vis.
Tão longe...
Muito longe...
Bem quis minh´alma assim...
Alma jovem!
Que tanto conhece e tão pouco sabe!
Que embrutece tão serena pra depois gozar a sorte da dor gostosa que só os corajosos de coração sabem sentir.
Ah, alma pobre!
Entorpece os sentidos do corpo pra depois tombar no abismo desconhecido qual anjo torto, caído: alma cruel!
Bem quis um outro dia.
Um outro recanto.
Um outro beijo!
Sensações que invadem o corpo pra deixar a cabeça cismarenta enquanto a alma bruta e compadecida sorri satisfeita, tecendo poesias de aurora, de aconchego e amor...


Libério Lara

2 comentários:

Anônimo,  seg. ago. 01, 10:38:00 PM  

Lindo, como sempre, Libério! Já sou fã!^^

Beijos!

Anônimo,  qui. out. 13, 08:41:00 PM  

Tenho que dizer, que me declaro fã!
Apesar de eu não gostar muito de poemas e crônicas, todas estão me tocando profundamente!
Você tem muito talento meu caro!

"Alma jovem!
Que tanto conhece e tão pouco sabe!" Lindo! :)

beijo,
Aninha - Ofício dos Livros

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