Illegitimate - Natalia Smirnova

A história se passa nos dias de hoje na mágica cidade de Aspen e tem em foco o encontro de duas pequenas famílias. Andrew, Mitchell, Sandra e Nikko moram a duas casas da bela Katie e sua mãe Margaret. Katie luta contra a depressão depois do acidente que matou seu pai e tem de lidar com o repentino sumiço de seu melhor amigo Curt. Movida apenas pelo amor a sua mãe, a garota se esforça para ter algum tipo de vida social concordando em fazer aulas de música na “Joe’s Music”, um pequeno cursinho no centro da cidade.

As personalidades de Katie e Andrew colidem e a garota acredita estar voltando a sentir algo alem de tristeza, mas Andrew não é um homem comum. Seus segredos e dons especiais são tão perigosos que ele teme em contar-los, fazendo Katie duvidar de seus sentimentos.

É quando uma sucessão de acontecimentos quase divinos obriga Andrew a revelar sua verdadeira natureza, arriscando perder muito mais que seu relacionamento com a bela garota.

A historia é narrada por dois personagens, Katie e Andrew. Tendo o ponto de vista de cada um é possível mergulhar com mais profundidade na trama e nas personalidades dos personagens. Por ser um romance de ficção, ter os dois núcleos vistos de maneiras diferentes enriquece a trama dando uma visão mais abrangente da história.

Nota da autora.
“Neste primeiro livro eu mantive um suspense sutil, não queria ver o leitor perdido ou desinteressado. Tem muita informação em cada capitulo e mesmo assim há fatos que só serão explicados no final. Há uma razão pra tudo. Apresentei a história de dois pontos de vista, mas sem repetir a linha do tempo. Ou seja, você não vai ler um capitulo narrado por Katie e depois ler o mesmo, do ponto de vista do Andrew. A linha estará sempre seguindo em frente, o tempo não para e não se repete. Assim como na vida real.”


PRÓLOGO

As portas estavam fechadas.
Como se por destino, o céu chorava deixando a água cair em meus olhos fazendo as esculturas, encravadas na frente da igreja adquirir um efeito borrado.
Ou talvez fossem as lagrimas.
Minha pele parecia anestesiada e quente, eu não sentia o bater das gotas ou o frio.
Era difícil dizer se ainda sentia algo que não fosse torpor.
Quem se importa. A camisa branca, entreaberta e ensopada, pesava mais que o metal da Magnum em minha mão direita. E mesmo assim meu tronco pendia levemente para o lado da arma, como se houvesse gravidade extra nela.
Não era o “inconveniente” de sair atirando dentro de uma igreja, no meio de um velório, que me mantinha estagnado em frente às portas fechadas. Era o fato de saber que ela estava lá, envolta no manto mórbido do caixão.
Para sempre.
Eu não podia senti-la, mesmo tendo certeza de que estava lá dentro. Desesperador, mas eu não podia sentir sua presença.
Como foi que tudo chegou a isso? Meu maxilar trincou quando pressionei os dentes e com a manga da camisa limpei as gotas nos cílios.
Seis tiros são tudo que tenho.
Não quero errar.
Minha força não estava sob controle, nada estava. Quando empurrei as altas e pesadas portas, elas se abriram com violência e estrondo, chamando a atenção de todos.
Na teoria era mais fácil bloquear qualquer tipo de emoção. Mas o cenário imposto perante meus afogados olhos cobrou seu preço.
O ar, tingido de ouro, reluzia a luz das velas refletindo os adornos dourados do lugar. Os ornamentos internos da igreja eram tristes, melancólicos, sussurrando soluços de lamentação.
Haviam arcos altos ao longo das paredes e o teto escurecia pela falta de iluminação. Crucifixos, lembretes de dor enfeitados por flores. Imagens de santos chorando eternamente nos mosaicos das janelas, convidando a alma para o descanso eterno.
Aquilo seria o mais triste dos paraísos não fossem as criaturas vestidas de negro, sentadas nos longos bancos de madeira escura, maculando a santidade da paz como pequenas e ressentidas almas penadas. Algumas das mulheres usavam pequenos chapéus com rendas pretas cobrindo suas faces embriagadas pelo aparente sofrimento. Já os homens, engravatados, aparentavam mais preocupados do que tristes. O impacto dessa morte trazia perguntas sem respostas, problemas sem soluções.
Nem de longe eu estava preocupado com o rumo que a historia tomará agora.
Havia apenas ódio queimando as veias.
Os olhares carregados fuzilaram minha fisionomia, julgando-me. Afinal eu estava mais do que atrasado e nada apresentável.
Então o coração queimou ao se deparar com o enorme caixão de madeira vermelha, repousando em um pedestal ao fim das fileiras de bancos.
Fechado. Frio.
Eu sabia que veria isso e mesmo assim, o choque anestesiou ainda mais meu interior. Quase pude sentir o coração parar.
Sua morte pôs fim a uma era. Sua morte trouxe o fim. O inevitável.
Atrás do caixão, em uma pose absurdamente cínica estava ele. Imponente, acompanhado pelos seus dois guarda-costas e apoiando-se na fina bancada como se todo seu equilíbrio dependesse dela. Mas em seus olhos eu não via dor, ou sofrimento.
Era nada mais que preocupação.
Então saliva acumulou-se de baixo da minha língua e ardeu como veneno ácido. O que ele ia dizer? O que poderia dizer, agora que ela se foi?
Maldito!
Sua mascara de preocupação era tão artificial que fez o reverendo suspirar impacientemente. A pose, o jeito como suas mãos estavam estendidas, como pendia a cabeça, tudo era teatral demais.
Ele não merecia estar aqui.
As luzes, vindas da enorme cruz atrás dele, pintavam a imagem de monstro sendo julgado. Ele sabia o quanto era culpado, mas optou por não sofrer e negar ate pra si mesmo o seu crime.
Só que eu serei o carrasco hoje. E ele não pode negar a culpa para aquele que tudo viu.
Seus lábios, entreabertos pararam de se mexer quando me viu. Ele pensou que me faria parar com seu frigido olhar?
Se enganou.
Pequenas poças d’água criavam-se de baixo dos meus sapatos enquanto eu caminhava com mais rapidez a cada passo. Podia sentir cada gota abandonar minhas roupas, meu corpo. Ate quando elas caiam do cano da arma que logo arderia com o calor das balas.
Claro que eu sabia que estava cercado por uma pequena multidão, mas andando naquele corredor de olhares sentia-me a sós com o monstro. Tudo a minha volta era um enorme e confuso borrão, com a exceção do crápula engravatado. Isso será mais fácil do que eu esperava. Nada está me atrapalhando e tudo que quero é ver seu maldito sangue jorrando no caixão, sem piedade.
Então a arma ergueu meu braço e mirou seu coração, como se aquele fosse um poderoso imã para seu brilhante e polido metal. A nódoa que me cercava agitou-se ficando barulhenta e inconveniente. Avancei com mais rapidez.
Sabia que tinha que atirar agora, era uma questão de milésimos de segundos ate alguém tomar alguma atitude.
- Andrew! – sua grave voz ecoou em tom de ordem, despertando ainda mais meu ódio.
- Morra...pai. – sibilei as palavras por entre os dentes e escorreguei o dedo indicador no gatilho...

Aqui você pode acompanhar os capítulos iniciais do romance “Illegitimate”.  Estou adorando...

7 comentários:

Ká Guimaraes ter jun 21, 08:09:00 PM  

Hummmm, fiquei curiosa >.< Quero ler, aiaiaiaia Vida de viciada não é facil kkkk

Estava com saudade Marcinha, sei que não comento muito, mas o tempo esta meio curto estou tentando mudar isso rssrs

Bjksss
Ká Guimaraes

c8ris qua jun 22, 10:11:00 AM  

nossa realmente parece muito interresante vou tentar acompanhar ^^online poxa realmente vida de viciada ñ é facil to lendo 5 livros acompanhando uns 4 pela net tem 3 pra chegar
sem contar mangás e revistas

Adriana qua jun 22, 04:26:00 PM  

ótimo livro! A história já me prendeu só lendo o prólogo...adorei! Bjo!

Mari Sampaio qua jun 22, 08:08:00 PM  

Que legal! Eu quero ler!!
Só não li o prólogo porque não acho legal... fico me mordendo de curiosidade para saber mais e fico inquieta!rsrs

Achei o título muito criativo e a capa é legal!

Beijinhos Marcinhaa!!

Tchaaau!

Adriana Brazil qua jun 22, 09:37:00 PM  

Quase esqueço o que comentar quando vi a Ká aqui ashuhasuahsua
milagre!!! Sai da toca dona Ká! rsrs
Voltando...
Hum, não da pra avaliar muito pelo prólogo, mas parece ser mt bom!

bjuuus

Adriana Brazil qua jun 22, 09:37:00 PM  

PS. Puxa que pena que não consegui responder meu caderninho snif snif
solta os quiabos e tenta de novo outro dia ;)

Marcia qua jun 22, 09:51:00 PM  

Ká, fico sempre feliz com sua visita e entendo q nossa vida é uma eterna corrida, mas dá um jeitinho e volte sempre rs.

Adriana, qdo ler os capitulos então vai amar, assim como eu.

Mari, Dri postei aqui só um pedacinho do prológo no site tem muito mais...e só acessar o "Aqui" do post para acompanhar essa intrigante história, a Natalia é uma ótima escritora espero q seja "achada" mito em breve pelas nossas Editoras.

Brigaduuuuuuuu de S2 pelos comentários.

Bjussssss

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