Lição de Ternura - Sandra Canfield


Estou extremamente feliz em iniciar a Maratona de Banca 2011 e vibrando por ter sido o primeiro livro escolhido uma história, linda, envolvente, emocionante, vibrante, comovente, apaixonante...

O tema de Março é “Nem tudo é perfeito”, mas pode ser maravilhoso.



Sinopse
Patrick O’Casey é um famoso jogador de futebol americano, que encontra a mulher dos seus sonhos, Alex Farrell. Mas existe um grande problema, pois Alex tem artrite, e Patrick começa a cuidar de Alex. Assim, uma grande paixão começa a surgir entre os dois.

Ela queria a certeza impossível de que não iria perdê-lo

Alexandra ardia ao fogo do desejo. Abraçou-se mais a Patrick, a sensualidade há muito reprimida ganhando vida ao mínimo toque daquele homem. Necessitava, desejava o prazer que ele não podia lhe dar. De repente, a necessidade e o desejo era tão forte e consumidor que a assustou. Perdia o controle. Sentia a mesma vulnerabilidade de quando soubera de sua doença. Uma voz interior começou a adverti-la: não tinha o direito de buscar satisfação com Patrick se não podia retribuí-la da mesma maneira..."Não, Patrick", afastou-o em desespero. "Você é uma covarde, Alexandra. Covarde!" Ou corajosa o suficiente para poupar o homem que amava de uma vida cheia de problemas?
 
Gosto de ler um livro onde os pensamentos e sentimentos são retratados dos dois lados…

Mas, nenhum até agora foi tão intenso como os de Patrick O´Casey, alto, ruivo (adoro), olhos azuis, porte atlético, sorriso contagiante, “Irlandês”, atributos extremamente favoráveis rs., porém o que chama mais a atenção é que antes de entrar na “briga” por esse amor, pensou, analisou e decidiu, depois de decidido mostrou-se um homem que sabe ler uma mulher, dizer o que sente sem medo, o homem que nunca fazia concessões...ou quase.

Alexandra, loira, olhos verdes, sorriso cativante, que aos 22 anos já perderá o pai, a mãe, descobrirá sua doença que terminou com seu noivado. Agora aos 32 fez da concessão sua profissão de fé, e a tolerância constituíam a qualidade que lhe permitia praticá-las…ou quase.

Alguns diálogos e pensamentos:

- Gostaria de dançar ou prefere dispensar às formalidades e fugir comigo? minhas malas estão prontas \o/ rs.

-  Sou uma celebridade,  um grande amante, com muito dinheiro e dono, entre outras coisas, da Ponte do Brooklyn.

- Dane—se, Patrick O´Casey! Não quero sua piedade!

- Não a convidei p/ sair como um pedido de desculpas e muito menos por sentir pena de vc. Meu verdadeiro objetivo, Alexandra era fazer uma gozação. Sabe, adoro me divertir às custas de pessoas deficientes, particulamente de cegos ou de gente em cadeiras de rodas, mas não é todo dia que encontro um desses pela frente e tive de me contentar c/ uma moça manca de bengala.

- Patrick, espere!

- Esteja pronta às sete!

- Eu...me diverti muito esta noite …

- Patrick aproximou o rosto do dela, à procura de seus lábios.

- Não -

- Ok! - Vá descansar

Conseguiria suportar?  Suportar as mil e uma mudanças que Alexandra provocaria em sua vida? As opções simples, como se sentar à beira de uma lareira em vez de esquiar? A imprevisibilidade que ela mencionara? A incerteza do amanhã? E, acima de tudo, a consciência de que nada podia fazer para aliviar seu sofrimento?

Céus, por que não conseguia deixar de pensar nela, um minuto sequer? Ela estaria com dor? Ela tem medo, mas é tão corajosa…Deus como a admirava! E como gostaria de abraçá—la!

Conseguiria suportar, caso entrelaçasse a vida à de Alexandra? Bem, a questão era irrelevante àquela altura, pois já estava apaixonado por ela.

Alexandra ficara feliz com o toque da mão dele. O contato lhe transmitira segurança. Não podia se tornar dependente de quem quer que fosse. Entretanto, não havia como negar que gostara do toque da mão dele…. tentou afastar a lembrança da boca de Patrick, mas em vão. Fazia tanto tempo que não tinha aquelas reações. A dor que se manifestava em seu corpo desta vez era sensual.

- Alexandra, o que houve?

- Não quero um homem em minha vida!

- Que diabos isso significa?

- Apenas o que eu disse. Não quero um homem em minha vida. Ou talvez fosse mais adequado afirmar que nenhum homem me quer na sua. Não sou estúpida, sei que não atraio ninguém!

- Lamento muito, minha querida. Pois, queira ou não, tem um homem em sua vida!

Antes que Alexandra pudesse expressar uma palavra que fosse, Patrick a puxou para os braços e a beijou com ardor.

- Você me faz sentir... você me faz sentir que vou perder o controle.

- Era essa a minha intenção, boba. É assim que você me faz sentir também. E gosto da sensação.

Algum dia ele lhe contaria que havia ameaçado deixar o emprego antes mesmo de começá-lo, caso não suspendessem as conversacões e lhe permitissem ir para Nova Orleans. Algum dia ele lhe contaria que consultara várias companhias aéreas até descobrir a rota mais rápida para casa, depois que Marlin lhe dera a notícia da cirurgia. Algum dia ele lhe contaria que subornara o motorista de táxi para levá-lo ao hospital o mais depressa possível e, chegando ali, que havia percorrido vários corredores à procura dela. Algum dia ele lhe contaria que ficara à porta da sala de terapia observando seu esforço até ter a impressão de que o coração explodiria dentro do peito. Algum dia ele lhe contaria tudo isso. Mas naquele momento só desejava abraçá-la.

Algum dia lhe contaria como naquele momento, parada diante dele, tudo havia se esclarecido em sua mente. Algum dia ela lhe contaria como naquele momento se dera conta de que, embora não tivesse um corpo perfeito, possuía um amor perfeito. Algum dia ela lhe contaria como naquele momento havia reencontrado a própria coragem e sentido sua força, uma força com que sempre contara e sempre contaria, suficiente para o que viesse a enfrentar. Algum dia ela lhe contaria tudo isso. Mas naquele instante só desejava abraçá-lo.

Há muito mais passagens, emocionantes, divertidas, tristes, alegres, dei spoiler demais, mas essa história vale a pena (ainda suspirando rs.)

Se você gosta de livro digitalizado, clique aqui

10 comentários:

Sophia dom mar 06, 06:14:00 PM  

Noooossa, dá para ver que o livro te deixou animada.
Quero leeeer!
Bjus

Valdecy Alves dom mar 06, 09:49:00 PM  

Nietzsche dizia que o mundo é um imenso pântano e que a arte é a orquídea colorida e bela que nasce no alto da árvore podre.
Digo então que BLOGS DE POESIA SÃO ORQUÍDEAS NO PÂNTANO DA WEB.
Convido a ler poesia da minha autoria, escrita ontem 05/03/2011. Se gostar comente e divulgue:
http://valdecyalves.blogspot.com/2011/03/canto-vida-peregrina.html

Carol dom mar 06, 10:50:00 PM  

Esse livro é fantástico mesmo!
Ótima escolha para iniciar a Maratona de Banca 2011

Adriana Brazil seg mar 07, 09:32:00 AM  

Nossa deve ser bom mesmo esse livro!

Amoré, indiquei vc p/ meme e um selinho super fofo que é a cara do seu blog! Passa lá. Sabe o endereço? ashushuasa (eu tinha que implicar né?)

bjuuus

MoniqueMar ter mar 15, 04:10:00 PM  

Adorei a resenha e o estilo do livro.
Vou baixar para ler.
Bjkas!!
Monique

Nataly Gonçalves sex mar 18, 09:24:00 PM  

Adorei sua resenha. Essa estoria deve ser linda e emocionante.

Beijinhos

Artesanatos, Livros e Outras Coisas
http://natalyartesanato.blogspot.com/

Sweet-Lemmon sex mar 18, 10:39:00 PM  

Nossa, amei a sua resenha! Dá pra *sentir* que vc amou o livro!

Ainda não o li mas já vai pra minha listinha de futuras leituras!

Bjos!

Thaís Gisele
~Sweet-Lemmon

http://umaconversasobrelivros.blogspot.com//

Aris seg mar 21, 11:56:00 AM  

Eu li este livro quando tinha uns 11 ou 12 anos... se não me engano. Ficou na minha memória porque ela tinha artrite. Depois de ler sua resenha fiquei com vontade de reler :-)
Bj, Aris.

thay sex abr 01, 01:12:00 PM  

sua resenha ficou ótima!

acho até q gostei mais da emoção com que vc descreveu o livro,do que da história do pŕoprio... :)

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