Verão Ardente - Janet Dailey

Verão Ardente


Meninas (os) depois de ler vários livros sobre vampiros, lobos, sensuais, hot etc… decidi ler um romance leve e descontraído.

Lacey é secretária de Mike (um tipo de homem que não passava despercebido) em um escritório de engenharia que conta as horas para suas merecidas férias, mesmo sem ter boas opções de lazer… mas seus planos planos mudam de repente —  Sua prima (Margo Richards) pede que fique em sua casa na praia da Virgínia enquanto ela e o seu marido viajam em férias.

Lacey sabia que, por mais que procurasse, jamais poderia encontrar uma pessoa tão agradável e fácil de trabalhar como Mike. Durante os últimos meses tinham saído juntos ocasionalmente, sem ligarem para os comentários do pessoal do escri­tório.

Mas, antes do sonho se realizar em férias teria que enfrentar em seu último dia de trabalho a fúria e a arrogância do Sr. Whitfield um dos muitos clientes  importantes do escritório que só conhecia pela sua irritante e brusca voz ao telefone.

Finalmente chega o grande dia.

Lacey se viu na estrada, a caminho da casa de sua prima. Lá chegando, olhou com prazer a elegante casa de praia, pintada de branco e creme e ouviu o marulhar das ondas se quebrando nas dunas. Com o luar prateando o oceano e a luz das chamas dourando a sala, tudo o que desejava era ficar enrodilhada no sofá, lendo.

Uma hora mais tarde alguma coisa a acordou, sonolenta como estava, sabia que deveria ir se deitar, mas ali estava tão confortável que não resistiu à tentação de ficar mais um pouco, mas ao ouvir um ruído na porta da frente todo o sono se foi e seus nervos ficaram alerta.

A porta da frente fora aberta e agora ouvia passos subindo as escadas. O instinto fez com que se aproximasse da lareira e pegasse um atiçador.

Os passos pararam por instantes, mas logo em seguida reiniciaram a subida.

Das sombras emergiu uma figura igualmente escura, que parou no fim dos degraus. Estava difícil e quase doloroso, para Lacey, respirar.

Engoliu em seco, tentando movimentar os músculos paralisados da garganta.

A figura se moveu mais para perto. O homem devia ser forte, adivinhou Lacey, a julgar pelos ombros largos.

As sombras se dissiparam e ao menos pôde ver um par de olhos muito azuis que a fitavam, examinando-a atentamente.

Quando os olhos azuis finalmente encontraram os seus, Lacey, tremendo, agarrou com mais força o atiçador.

Então falou — Bob me disse que encontraria aqui o que precisasse, mas não pensei que fosse tão ao pé da letra! — disse o intruso, com a voz carregada de segundas intenções.

Enquanto respirava rapidamente, com o coração disparado, sentia cada vez mais medo. Viu os lábios do homem se abrirem num sorriso que estranhamente era gentil e indulgentemente sarcástico.

— Por que não me diz quem é e o que está fazendo aqui? — sugeriu ele.

— É melhor que se vá embora — disse ela.

— Vou tomar minhas providências — prometeu — Assim que me vestir, pegarei meu carro e irei diretamente à polícia! — Continuando em seu caminho, falou alto: — Margo tinha razão em não querer deixar a casa vazia enquanto estava fora!

— O que foi que disse agora? — perguntou ele.

— Sobre Margo? — perguntou surpresa.

— Quem é ela?

— A dona desta casa, naturalmente! Não sabia? — perguntou irônica.

— Sabia — afirmou ele —, mas estou querendo saber como é que você descobriu. Deve ter andado a perguntar pelas redondezas

— Acon­tece que Margo Richards é minha prima.

— Realmente? — perguntou ele com irritante cinismo.

— Ela e o marido foram à Flórida visitar os pais, antes de seguir num cruzeiro pelas Caraíbas. Por isso estou aqui. Para que a casa não fique vazia enquanto estão fora. Você é o invasor, não eu!

— E Margo lhe pediu que ficasse aqui? — perguntou.

— Pediu.

— E Bob me pediu a mesma coisa — disse ele.

— O quê? — Por um segundo, seus pensamentos se confundi­ram, mas logo se refez. — Não espera que eu acredite nisso, não?

— Acreditando ou não, essa é a verdade.

— Procurando nos bolsos, achou um maço de cigarros, tirou um e o acendeu com toda calma, enquanto Lacey ainda o fitava desconfiada.

—- Não conheço sua prima Margo muito bem — soprou uma baforada de fumaça —, mas a família de Bob e a minha são amigas há muitos anos.

— Que confusão! — Lacey sacudiu a cabeça. — Só queria saber se eles se deram conta de que cada um pediu a uma pessoa que ficasse na casa.

— Eu duvido! — Foi até a lareira, atirando dentro dela o toco de cigarro.

— Mas agora isso não importa — afirmou ela, rindo de toda a situação agora esclarecida. — Eles estão na Flórida e nada podem fazer de lá. Cabe-nos resolver o problema.

— É muito tarde para resolver qualquer coisa agora — disse ele, apanhando do chão o atiçador e recolocando-o no lugar. — Amanhã haverá muito tempo para que arrume suas coisas.

— Eu? — perguntou Lacey, admirada.

— Presumindo, naturalmente, que eu conseguisse acomodações nessa época do ano, não teria condições de pagar duas semanas de férias — esclareceu ela. — Portanto, eu devo ficar aqui e você sai.

— Não saio! — declarou decisivo. — Graças à irresponsabilida­de... — interrompeu a frase iniciando outra.

 — O acúmulo de problemas nos negócios não me permite o luxo de duas semanas de férias. O máximo que posso desfrutar são algumas horas longe de tudo, principalmente do telefone. Este lugar é ideal...

 — Os cantos de sua boca se ergueram num sorriso. — Nem ao menos sei o seu nome.

— Andrews. Lacey Andrews.

Um lampejo divertido passou por seu olhar. — Você é a terrível srta. Andrews?

— O que disse? - Olhava-o totalmente confusa. O que o teria feito dizer aquilo?

— Onde mora? — perguntou inesperadamente.

— Tenho um pequeno apartamento em Newport News. Por quê? — Excetuando o brilho divertido que dançava naqueles olhos azuis, o resto do rosto era enigmático.

— Onde trabalha?

O que teria isso a ver com o que estava acontecendo? Lacey ten­tava descobrir, mas respondeu na esperança de que sua curiosidade ficasse por fim satisfeita.

— Sou secretária de um engenheiro numa firma de construções em Newport News.

O ar de riso de seu olhar tornou-se mais pronunciado: — Não estou querendo convencê-lo de que o sr. Bowman não está...estou afirmando. .. — imitou-a.

— Você. . . você é o sr. Whitfield? — perguntou incrédula.

— Cole Whitfield — identificou-se, fazendo uma reverência. — Finalmente nos encontramos face a face e não pelo telefone.

Assim inicia-se um Verão Ardente…

bjs.

2 comentários:

Carla Blackhawk sáb ago 28, 12:08:00 AM  

Owwwww, o primeiro livro de romance que li na minha vida! Adoro! Bjs.

Nanda Meireles sáb ago 28, 07:45:00 AM  

Mas como tu é má! rsrs
Eu não estou podendo me desviar do Josh e da Claire e faz isso comigo?
Agora fiquei intrigada.
Parecer ser bem divertida.
Bjinhos

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